Muita precariedade<br>pouco orçamento
No Instituto Tecnológico e Nuclear, a célula do Partido editou em Março o primeiro número do seu boletim, intitulado O Núcleo. Nas suas páginas denuncia-se a situação que se vive naquele instituto público. No ITN, «trabalham mais de uma centena de bolseiros, constituindo parte muito significativa do total de trabalhadores do instituto (são mais do que, por exemplo, os investigadores do quadro)».
Com competências variadas, «os bolseiros não só garantem grande parte do trabalho científico produzido pelo ITN, como realizam trabalho técnico e também tarefas administrativas», acusa o PCP. A maioria das bolsas são usadas como um expediente para recrutar recursos humanos de que as instituições de I&D (investigação e desenvolvimento) tanto necessitam, em grande parte face ao bloqueamento de contratações na Administração Pública».
Não tendo direito às mais elementares garantias (como os subsídios de férias e Natal ou os descontos para o regime geral da Segurança Social), os bolseiros têm horários fixos, com obrigação de «picar o ponto» e com dedicação exclusiva – ou seja, as mesmas obrigações que o restante pessoal de investigação. O valor das bolsas não é actualizado desde 2002, tendo os bolseiros, por esta razão, perdido 20 por cento do seu poder de compra.
No boletim, denuncia-se ainda a política científica do Governo, patente no seu Programa, que lhe consagra apenas duas das suas 130 páginas e 0,5 por cento do PIB.
Com competências variadas, «os bolseiros não só garantem grande parte do trabalho científico produzido pelo ITN, como realizam trabalho técnico e também tarefas administrativas», acusa o PCP. A maioria das bolsas são usadas como um expediente para recrutar recursos humanos de que as instituições de I&D (investigação e desenvolvimento) tanto necessitam, em grande parte face ao bloqueamento de contratações na Administração Pública».
Não tendo direito às mais elementares garantias (como os subsídios de férias e Natal ou os descontos para o regime geral da Segurança Social), os bolseiros têm horários fixos, com obrigação de «picar o ponto» e com dedicação exclusiva – ou seja, as mesmas obrigações que o restante pessoal de investigação. O valor das bolsas não é actualizado desde 2002, tendo os bolseiros, por esta razão, perdido 20 por cento do seu poder de compra.
No boletim, denuncia-se ainda a política científica do Governo, patente no seu Programa, que lhe consagra apenas duas das suas 130 páginas e 0,5 por cento do PIB.